quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CONDOMÍNIO CARO OU JUSTO?

Passeando por Moema, um bairro de classe média da zona sul paulistana, vi uma placa de "vende-se" num prédio que me parecia legal. Toquei a campainha da portaria e a pessoa que se identificou como Antônio me passou os dados: eram 3 dorms; 88 m²; 2 vagas; 4 ap por andar; 18 andares e lazer só o playground. O preço não sabia, mas passou o valor do condomínio de um mil e cem Reais.
- Um mil e cem reais!? (repeti) Não é muito caro não? (tentando uma cumplicidade do Antônio)
- Isso aqui é Moema! (me alertou com um sorriso do tipo: é para quem pode).
Bem, vamos tentar esclarecer algumas coisas sobre os custos dos condomínios residenciais:
- A localização e o padrão do imóvel não são determinantes no valor do condomínio: O condomínio não paga IPTU pois o mesmo já está embutido no IPTU das unidades autônoma e é proporcional a fração das áreas comuns de cada unidade. Água gás e luz não são taxados pela localização (pelo menos até agora). Os empregados estão sujeitos às leis trabalhistas e acordos sindicais comuns aos diferentes padrões de condomínios.
Resumindo: O custo real do valor do condomínio, não tem relação com o valor especulativo do imóvel.
Então, quais são os fatores que interferem nos valores que compõem os custos condominiais rateados mensalmente?
1. QUANTIDADE DE UNIDADES POR CONDOMÍNIO, ou seja, por quantos contribuintes o total das despesas será dividido (quanto menos unidades maior o peso das despesas).
2. QUANTIDADE E TIPO DE SERVIÇO DEMANDADOS para o funcionamento, conservação e manutenção: número de empregados, quantidades de equipamentos, tamanho das áreas comuns, tipos de áreas de lazer, água e gás inclusos ou não.
3. IDADE DAS EDIFICAÇÕES E EQUIPAMENTOS e estado de conservação dos mesmos: quanto mais velho e mal conservado maior a demanda por manutenção, reparos e adequações.
4. MÁ GESTÃO: desconhecimento do funcionamento do condomínio pelo síndico, contratações mal feitas ou superfaturadas, desvio de função ou finalidade dos recursos e, principalmente, falta de acompanhamento e fiscalização dos gastos por parte do condômino ou responsável.
Mas, voltando ao Antônio da portaria do edifício de Moema. Não resisti a uma provocação:
- Deve ser o salários de vocês, pois normalmente é a maior despesa de condomínios...
- Nós é terceirizado (foi a resposta).